Do gosto fez-se o desgosto
Da alegria fez-se a tristeza
Da emoção fez-se o pranto
Da admiração fez-se a repulsa
Do medo fez-se a vontade
Da raiva fez-se a liberdade
Do caminho fez-se o perigo
Do burguês fez-se o mendigo
Da casa fez-se o mundo
Do mundo fez-se a praça
Da retórica fez-se o silêncio
Da saúde fez-se a desgraça
Da vontade fez-se a saudade
Do desejo fez-se a impossibilidade
Da vida fez-se o destino
Do homem fez-se o menino
Do sentimento fez-se o arrependimento
Do nada fez-se o firmamento
Da dor fez-se o perdão
Da pedra fez-se o coração
sábado, 12 de junho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Ah, essa poesia tem tanto potencial. Mas eu acho que ficou meio atranvancado no caminho.
ResponderExcluirTalvez, a repetição não fosse necessária, a rima me parece mais adequada. A métrica, se fosse preservada, daria um "tcham" muito maior a poesia.
Nessa estrofe por exemplo:
Da casa fez-se o mundo
Do mundo fez-se a praça
Da retórica fez-se o silêncio
Da saúde fez-se a doença
O 3 verso quebra a métrica, e praça não rima com doença. Eu sugeriria:
Da casa fez-se o mundo
Do mundo fez-se a praça
Da retórica, o silêncio
Da saúde, a desgraça.
Mas é só uma seugestão de uma pessoa metida. ;)
Então é que possui uma história nas entrelinhas.Sua sugestão é válida,mas perderia o objetivo.Mas de qualquer forma muito grato pelo dica!
ResponderExcluirVocê gosta de músicas que contam histórias nas entrelinhas? Curte Los Hermanos? As composições do Camelo e do Amarante sempre têm algo a mais pra contar, mesmo com uma boa melodia...
ResponderExcluirJá tentei entender algumas das histórias, se quiser passar no meu blog... (:
beijos